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É Pra Bater Porra!!!



A Dona ali do apartamento em frente ao do Fausto era uma dona com curvas, muitas curvas... e eram todas bem feitas. Uma pêra bonita, vistosa, vistosíssima.
- Fala a verdade Fausto... Porque você deixou essa Dona da frente sem as suas digitais?
- Ela é conhecida da minha mulher Tristan cabeça oca... trocam receitas e coisinhas, enfim... sabe como é, eu posso procurar coisas mais discretas e distantes por aí.
- É mas pelo jeito só a Leila é que tem feito as receitas, você devia costurar a boca da sua mulher.
- Viu só amor!!! O Tristan também acha que você tá gorda!!!
Ouvimos apenas um foda-se vindo da cozinha junto com o cheiro de gordura.
- Alguém quer pastel?
- O amor... você não tá gorda não, viu? O pastel tá uma delícia!
- A receita é da vizinha, ai ela é um amorzinho. Eu estou com um pote dela. Tristan, você não me faria esse favorzinho quando estivesse indo embora?
- Levar pra dona com corpo de pêra ali da frente?
- Sim.
Notei um certo nojo, ou sei lá o que no sim da Leila. Uma coisa do tipo: “Homem babão e escroto...”
- Eu topo!
Fiquei empolgado. A Dona nunca me olhava quando encontrávamo-nos no elevador. Agora ela saberia que eu era o cunhado da amiguinha gorda dela.
- Acho que eu vou embora, tenho uma entrevista de emprego daqui uma hora, é melhor chegar antes. O pastel tava ótimo Leila, e você não ta gorda não... A lua cheia também é formosa.
Saí correndo enquanto os tamancos da Leila voavam em mim, só deu tempo do Fausto gritar:
- Toma cuidado com a Dona e o nome dela é Íris!!!

- Ding Dong. Eu repeti risonho com a campainha. A Íris abriu a porta.
- Posso ajudá-lo?
- Claro, Íris né? Eu sou o cunhado da Leila, ela pediu pra devolver seu pote. E outra coisa que me ajudaria demais... eu moro sozinho e gostaria de me alimentar melhor... A Leila me disse que você tem ótimas receitas, e são fáceis e práticas inclusive. Ó! Deixe-me apresentar, sou Tristan.
Ela gostou do comentário e também olhou meu pinto eu acho. Na verdade a maioria das mulheres olha pro pinto dos caras....mesmo que não tenham interesse algum nele... acho que tem um “que” de inveja nisso.
- Ó! Seria um prazer! Entre!
Entrei, a casa cheirava leite de rosas e a Dona tinha um mega vergão na perna gostosa direita.
- A Senhora se machucou?
- Ah! Isso? Não foi nada não, só um machucadinho. E a Senhora está no céu viu?
Deu uma risadinha e perguntou se eu não gostaria de ajudá-la a cortar a massa de macarrão que ela tinha preparado. Assim eu podia levar para casa. Fui ajudá-la. Peguei aquele cortadorzinho que parecia uma espora....começamos e eu achei que seria de bom tom me aproximar dela. A aproximação agradou. Acho que ela era meio carente ou sei lá... talvez por isso o Fausto tivesse mandado eu tomar cuidado.
Passei o cortadorzinho de leve nos pelos descoloridos de braço dela. Arrepiou-se a Dona. Aí a coisa começou a se aproximar mais das outras coisas... e a Dona Íris era quente mesmo. Fique pasmo porque aquela mulher começou a me pegar de jeito. De repente eu sinto uma pegada no meu braço... era o cortadorzinho de macarrão.
- Machuquei você Tristan?
- Um cortezinho de nada...
Botei a dona em cima da mesa. Parecia um gato a louca!!! Minhas costas eram as cortinas mas até que era divertido. Eu dei uns tapas nela. Mas não era nada descomunal, afinal o que eu ia querer com um ser inconsciente em baixo de mim. Mas não é que a mulher se empolgou com o maldito tapa! Achei que me cobriria de bordoada. Cada tapão que quase me tira o ar a Dona Pêra!!!
Eu fiquei irritado com aquilo. Dei um soco na louca... mas acredito que foi uma coisa muito “legitima defesa’, afinal eu não vejo nenhum mérito ou prazer em bater em mulheres. Eu não acreditei quando ela me olhou com a cara inchada e lânguida (coisas que eu não gostei de ver atuando juntas aliás) e pulou em mim. Começou a me beijar e morder e arranhar e aquilo virou uma loucura masoquista. Eu empurrei a doida e fui correndo pra porta. Foi quando a mulher me aparece com um taco de beisebol na mão.
- Jesus Amado mulher!!! Você é doente!!
- É pra bater porra!!! Eu gosto!!! Eu quero!!!
Abri a porta e fui buscar ajuda na casa do Fausto.
- Caralho Fausto!!!! A Dona é louca!!! Apelei até pra Jesus!!!
- Pshhhh, fala baixo rapaz. E com um risinho naquela cara de safado disse:
- Eu te avisei pra tomar cuidado com ela.



Eu gostaria de agradecer o Aureo que me deu a história dele pra minha história... ahahahha passou por apuros hein meu amigo...hahahahaha

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